Policiais Penais do Estado do Tocantins demonstraram forte insatisfação diante dos rumores sobre a possível indicação do policial civil Hélio Marques para assumir a chefia da Secretaria da Cidadania e Justiça (SECIJU). A reação ganhou força após informações internas apontarem que a nomeação poderia se concretizar nos próximos dias.
Segundo integrantes da categoria, Hélio Marques — que já atuou como secretário executivo e ordenador de despesas da pasta — não teria contribuído para avanços significativos voltados à Polícia Penal (PP) durante o período em que ocupou os cargos. Os policiais afirmam que questões essenciais, como pagamento de diárias, plantões extras e indenizações, sofreram atrasos recorrentes e prolongados sob sua gestão.
Para os servidores, a possível nomeação representa apenas “um cargo pelo cargo”, sem diálogo com as demandas reais da PP e sem alinhamento com as necessidades estruturais e operacionais da categoria.
Diante do cenário, policiais penais rejeitam veementemente a indicação e enviam um apelo direto ao governador Wanderley Barbosa (Republicanos) para que reavalie a decisão. Eles argumentam que a escolha de um nome sem histórico de apoio à categoria pode, segundo afirmam, agravar ainda mais problemas já enfrentados pela corporação.
Atualmente, Marques é secretário executivo da SECIJU (Setor: Gabinete do Secretário Executivo) e tem um salário de R$ 26.361,44, segundo o Portal da Transparência do Tocantins.
Até o momento, a nomeação não foi confirmada oficialmente pelo governo estadual.


