Em uma operação de grande envergadura, a Polícia Federal (PF) em Araguaína e a Polícia Civil do Estado do Tocantins (PCTO) por meio da DEIC (Delegacia Especializada em Investigações Criminais) e do DENARC (Delegacia de Repressão a Narcóticos), com apoio do 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM) deflagraram nesta quarta-feira a Operação Cerberus, visando desarticular uma organização criminosa com atuação violenta e sofisticada no Norte do Tocantins.
O grupo, segundo as investigações, é responsável por uma série de crimes contra instituições financeiras, além de lavagem de capitais, comércio ilegal de armas de fogo e tráfico de entorpecentes. A operação, que representa um avanço no combate ao crime organizado na região, foi deflagrada após meses de apuração e cooperação entre os órgãos de segurança pública.
As ações criminosas da quadrilha tinham base em Araguaína, mas os tentáculos do grupo se estendiam por outros municípios e estados. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão nas cidades de Araguaína (TO), Wanderlândia (TO), Altamira (PA) e Imperatriz (MA), todos expedidos pela 1ª Vara Criminal de Araguaína.
Durante as investigações, a DEIC e o DENARC identificaram um estabelecimento comercial de venda de armas de fogo que vinha sendo utilizado para fornecimento clandestino de armamentos a criminosos, com foco em indivíduos ligados ao tráfico de drogas. O comércio teve suas atividades suspensas judicialmente, por se tratar de um dos principais pontos de distribuição de armas ilegais na região.
Já a PF comprovou que membros da organização estavam diretamente envolvidos no planejamento e execução de ataques a instituições financeiras, com uso de explosivos e armamento pesado, além de utilizar mecanismos complexos para lavagem de dinheiro oriundo dessas práticas violentas.
A Operação Cerberus contou também com o apoio da Receita Estadual, do Exército Brasileiro, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) e da Polícia Militar, por meio do Grupo de Operações com Cães (GOC), reforçando a integração entre os órgãos para enfrentar o crime organizado de maneira coordenada.
O nome da operação faz referência à criatura mitológica Cérbero, o cão de três cabeças que guardava o mundo dos mortos na mitologia grega, uma alusão direta à tríade de crimes praticados pela organização: finanças ilícitas, armas e drogas, além da união das três principais forças de segurança envolvidas na investigação.
As investigações continuam com foco na identificação de todos os envolvidos, no rastreio de bens obtidos ilegalmente e na dissolução completa da estrutura criminosa.
A operação é considerada um marco no enfrentamento ao crime organizado na região Norte do Tocantins.


