Na manhã desta sexta-feira, 04, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) desencadeou a “Operação Criminalis Littera”, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que operava de dentro dos presídios e planejava atentados contra autoridades públicas, incluindo juízes, promotores, delegados e policiais penais.
A operação, realizada em conjunto pela Polícia Federal (PF), Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM) e Polícia Penal (PP) do Estado, cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas unidades prisionais de Palmas, Araguaína e Cariri. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Estadual.
As investigações apontam que os líderes da organização, já presos, articulavam ações violentas contra servidores da segurança pública e do judiciário, além de planejar uma fuga em massa por meio de uma rebelião com uso de reféns. A complexidade do plano levou as forças de segurança a reforçar o monitoramento dos presídios e acelerar a execução da operação.
Os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo associação criminosa, ameaça, falso alarme, apologia ao crime e tentativa de abolir, com uso de violência ou grave ameaça, o Estado Democrático de Direito — este último com pena de até 8 anos de prisão. Somadas, as penas máximas dos crimes ultrapassam 16 anos de reclusão.
O nome da operação, Criminalis Littera (latim para “carta criminal”), faz alusão à extensa ficha criminal dos alvos da investigação. A FICCO/TO reforça que ações conjuntas como esta têm sido fundamentais no enfrentamento à criminalidade organizada e na preservação da ordem e da segurança pública no Estado e no país.


